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Barcelona. PARTE 09

BARCELONA. PARTE 09

 

Madri. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

Madri. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

A travessia pela Espanha era longa, já mim recordava desse detalhe quando fui a Paris, mais procurávamos dentro do comboio passarmos o tempo de uma forma ou de outra.

Saímos a noite em direcção a Madrid, chegaríamos no dia seguinte pela manhã, a viagem nocturna era mais agradável já que podíamos descansar. A nossa cabine possuía uma cama para cada pessoa, era necessário monta-las já que eram presas a parede da cabine transformando-as em poltronas.

Tínhamos o vagão café restaurante onde era agradável está lendo um livro ou curtindo uma música, quanto a paisagem não havia nada para ver já que era noite, e ficamos um bom tempo no restaurante para depois irmos descansar, não é nada fácil dormir com o barulho dos trilhos do comboio por isso era melhor antes de ir para cama apanhar um bom incentivo para dormir que era uns bons copos, e foi o que ocorreu. Pela manhã estávamos chegando a estação de Chamartim onde deveríamos apanhar um outro comboio em direcção a Barcelona.

Não demorou muito e estávamos embarcando para Barcelona em direção a Estação Barcelona Sants o qual chega riamos bem mais rápido, a medida que vamos entrando na Europa a distancia começa a ficar menor já que os países europeus são pequenos e portanto mais próximo um do outro e caímos sempre na tentação quando olhamos um mapa e verificamos que logo ao lado já está Alemanha, Suíça… e ai ficamos na tentação de desviarmos a trajetória, só que seguindo esse raciocínio acabamos no leste europeu.

Já em Barcelona ficamos mais algum tempo curtindo a estação, fomos comer alguma coisa e comprar uma boa garrafa de vinho já que já era bem mais barato do que os preços praticados dentro do comboio. Quando dei conta do horário cheguei a conclusão que íamos perder o comboio, já estava em cima da hora e saímos correndo em direcção a linha, quando chegamos, ou melhor, quando cheguei, porque o Patricy ainda vinha bem atrás correndo com a garrafa debaixo do braço, o comboio estava começando a andar e de imediato subi no vagão e coloquei o pé bloqueando a porta que já estava para fechar enquanto o patricy tentava superar a pequena velocidade de saída do comboio, finalmente chegou até a porta, dei a mão a ele e o puxei para dentro, faltou pouco para ficarmos na estação, embora eu já mim encontrava no comboio, mais se chegasse a conclusão que ele não conseguiria evidentemente eu saltaria.

 

 

Cote D-Azur Franca.  A história de um imigrante brasileiro na Europa.

Cote D-Azur Franca. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

 

 

Estávamos indo em direcção a Portbou que faz fronteira entre Espanha e França, ao chegarmos lá o controle alfandegário como sempre naquela altura extremamente exigente, recolhendo os passaport de todos para averiguações, como sempre eu estava tranquilo com relação a isso e o Patricy muito mais como era Francês.

 

Finalmente entramos em França, agora íamos apanhar todo o litoral em direçaõ a Ventimiglia, Italia. Passamos por locais fantásticos onde a ostentação imperava, casas magnificas no litoral francês,  perpegnam, Monpellier, Marseille, e famoso Circuito Paul Ricard, em Le Castellet, encontrava-se a 30 quilómetros de Marselha.

Resolvemos fazer uma visita relâmpago a Marselha antes de apanhar o comboio, e fomos a uma magnifica marina que havia lotada de turistas e um enorme calçadão o qual era um excelente local para trabalhar, porque não vimos policiais e tínhamos encontrado um rapaz vendendo umas pinturas de paisagens pintadas sobre pedras de seixo, um trabalho engraçado, mais também era a única coisa possível vender ali pelo fato de haver um enorme inconveniente que era uma ventania de assustar, acho que foi falta de sorte nossa chegar em um dia com tanto vento, o rapaz que vendia as pedras pintadas disse que não era comum aquela ventania, mais quando chegava era sempre forte, e esse não era o motivo pelo qual ele pintava sobre pedras, porque com uma base como aquela o vento não tinha hipótese, mais se fosse aquarelas, seria impossível.

 

 

Voltamos para estação e nos enfiamos em um comboio em direção a Toulon, mais uma cidade costeira que possui a nona maior densidade demográfica da França a sua população é a decima quinta entra as cidades francesas, os habitantes são chamados de Touloneses(as). Mais não descemos em Toulon, partimos directo em direcção a Nice, Cannes, e Mónaco, um espetaculo de paisagem.

Resolvemos fazer algumas hora em Nice. Como os franceses gostam de navegar, marinas é a coisa mais comum de se encontrar, enormes marinas por onde passávamos, principalmente em Mónaco, o Luxo, a ostentação reinava em todos os lados, as vezes pensava será que esse pessoal faz ideia do que seja dificuldades, porque só víamos espetáculos de luxo e riquezas, evidente que de repente para eles dificuldade seria não consegui trocar no ano novo o seu Ferrari por um lamborghini. Pois é, cada um tem o seu  tipo de dificuldades.

Ao sair de Mónaco partimos em direcção a fronteira de França e Itália, já era de madrugada quando chegamos em Ventimiglia, ouvíamos o barulho dos policiais entrando no comboio levando como companhia enormes cães policiais que cheiravam tudo e todos tentando detectar drogas.

Os policiais eram jovens e pelo o comportamento deles pareciam muito excitados como se tivessem acabado de fumar alguma coisa mais estimulante, e levando em conta o horário que já era muito tarde e o teor do trabalho que faziam era de se considerar o comportamento, mesmo porque disse o Patricy que alguns deles quando encontravam pequenas doses de raxixe com jovens mochileiros, muitas vezes liberavam o garoto e ficavam com o produto para consumirem mais tarde. Se dirigiram a mim e ao Patricy, e um deles pediu ao patricy o passaport só que de forma bem dura e áspera e pensei, se estão tratando assim um Francês que dirá um brasileiro.

 

 

Quando o outro policial apresentando uns 25 a 30 anos e segurando o  cão, se aproximou de mim e antes de perguntar pelo passaport eu já o tinha na mão, ele apanhou abriu e perguntou, siete brasilieni? és brasileiro? E fiz um movimento positivo com a cabeça. Ele começou a fazer pergunta sobre futebol, jogadores brasileiros, Carnaval e como eu não percebia nada do assunto referente ao futebol, mais procurava animar a conversa, e depois de verificar os passapot saiu  cantando “Aquarela do Brasil” uma famosa musica brasileira internacionalmente conhecida.

Olhei para o Patricy e com o ar de ironia perguntei, Reparou que a moral dos brasileiro é bem mais elevada do que as dos franceses? Ele riu e disse. Estão todos drogados!

Depois desse episódio seguimos em direcção a Génova e Veneza. Ao chegar a Veneza fiquei completamente bestificado com a maravilha daquele lugar: Veneza era simplesmente um espectáculo a céu aberto, algo inacreditável, uma cidade que foi invadida pelo mar adriático, não circulam carros e sim barcos, e gondolas, uma cena cinematográfica, eu tinha a impressão que aquilo não era real, e que se tratava de uma montagem para um filme, era magnifica.

Poucas cidades do mundo possuem esse encanto e são tão amadas, há uma personalidade marcante e incomparável e são capazes de inspirar pessoas vindo de todos os lados. A cidade é o símbolo do romantismo e vem sendo a mesma desde o período da idade média. Veneza tem o poder de atrair as pessoas de todos os cantos do mundo, pessoas que durante anos sonham em um dia poder conhece-la e ao chegar mal conseguem conter a emoção.

Canais cortados por pontes e arcos, gondolas deslizando em silencio pelas águas, palácios medievais formam um conjunto sem igual transformando esse lugar em um sonho que merece ser realizado.

 

Estivemos na famosa Piazza San Marco, confesso não ter palavras para definir a beleza de um lugar como aquele, é indescritível a beleza, a magia, o encanto de um lugar assim, fiquei impressionado com tanta magia, a maravilhosa vista do invasor adriático a nossa frente, no calçadão encontrava-se artistas italianos e estrangeiros por todo lado mim fazendo lembrar a Montmartre em Paris, mais aqui havia um outra áurea um estilo completamente diferente.

A noite fomos a procura de uma pensão para passar a noite e descansarmos depois de uma viagem tão cansativa, encontramos uma pensão da qual o preço não era tão alto e mim fazia lembrar as situações anteriores como em Ibiza que foi preferível dormir na varanda do quarto do que dentro dele e fiquei imaginando qual seria a razão para aquele quarto custar tão barato, quando buscávamos uma pensão o objetivo primordial da procura consistia que fosse barata, portanto estávamos sujeitos a surpresas desse tipo que depois acabamos por descobrir, mais o motivo não era assim tão grave, a principio achei magnifico essa razão.

 

Firenze. Itália. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

Firenze. Itália. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

A janela do quarto dava para um dos canais que era passagem das gondolas com os casais de namorados passeando durante a noite e toda a madrugada. A frente ia o casal e atrás do casal um homem tocando violino e mais atrás o gondoleiro que conduzia a gondola, e aquilo era a noite inteira, e o que tornava o quarto barato era o factor desse presumível barulho. Fiquei um longo tempo naquela janela observando aquela cena típica de um filme de James Bond, depois o cansaço começou a bater mais forte e fui dormir com o acompanhamento do barulho das gondolas.

 

 

Pela manhã saímos para continuar o nosso passeio turísticos e desvendar todos ou quase todos os encantos de uma cidade como aquela dentro de um prazo de tempo extremamente curto. Depois de um dia inteiro resolvi que estava na hora de partirmos para Roma,o dinheiro estava cada vez mais se encurtando e eu tinha em mente conhecer a Capela Sistina e ver de perto a obra de Michelangelo e sabia que se continuasse prolongando muito as estadias o dinheiro não iria dar, foi ai que tive uma surpresa por parte do Patricy, como ele tem aquela mania de curtir sem se precaver para o amanhã, já tinha gasto praticamente tudo o que tinha e precisava apanhar o comboio de volta para Portugal por que o dinheiro que restava não dava para continuar e o que eu tinha também mal daria para mim, que dirá para os dois.

 

 

Foi chato essa situação e eu não podia fazer nada, o dinheiro que eu tinha só iria possibilitar chegar a Roma e ficar no máximo 2 dias sem abusar minimamente. Foi ai que nos despedimos na estação, ele apanhou o comboio para Portugal e passado algumas horas embarquei para Roma.

Entrei no comboio e procurei uma cabine que não estivesse tão cheia, porque aquele vagão estava completamente lotado, depois de passar por alguns encontrei uma cabine que só havia uma garota e por sinal muito bonita, era uma alemã de Berlim que estava indo para Firenze, sentei ao lado dela e imediatamente pus o meu Inglês a funcionar, Ela além de bonita era muito simpática e ficou bem a vontade comigo, saquei um pequeno dicionário que tinha de bolso e ela riu muito com a situação, e quando havia alguma frase que eu não sabia em inglês, corria para o pequeno dicionário para buscar a resposta, e  evidente que a maioria das expressões consistia em elogia-la e procurar animar um pouco a viagem.

Fomos ao vagão restaurante, convidei-a para bebermos alguma coisa, ela também estava fazendo turismo, pretendia conhecer Firenze e visitar alguns museus, conversamos muito sobre arte e pintura e cheguei a mostrar para ela alguns dos meus trabalhos, ela gostou muito e mim perguntou porque eu não faria o mesmo e iria com ela visitar o Museu Uffize onde se encontrava o maior espaço gótico e renascentista da Itália. Resultado disso tudo é que acabei de ficar em Firenze com ela e já estava começando a prever o fim do filme que consistiria em retornar a Portugal sem conhecer Roma, que era o objectivo inicial da viagem.

 

Veneza. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

Veneza. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

Olha, não resisti a alemansinha e acabei indo fazer alguma visitas a locais simplesmente fantásticos que não fazia ideia, como por exemplo a Piazza della Signoria, uma praça que foi durante muito tempo o coração politico e social da cidade. Naquele local a escultura original de Michelangelo ficou exposta até 1873, hoje se encontra uma cópia da estátua no local. A original podia ser vista na Galeria dell’Accademia e fiz a besteira de ir lá visitar, quando a que estava na praça era uma cópia perfeita. Brincadeira, nunca é a mesma coisa, só em saber que o Michelangelo andou dando martelada nela há cerca de 4 séculos atrás já dava outro astral.

Também fomos visitar a Galeria Degli Uffizi é o maior acervo de obras primas de Itália como por exemplo o esplêndido nascimento de Vênus, de Botticelli, a Adoração dos Magos de Leonardo da Vinci, a Sagrada família de Michelangelo.

Resultado, fiquei uma noite em Firenze e no outro dia mim despedi da Alemansinha e corri para estação de comboio, se ficasse mais um minuto seria um estrago. Ela pediu que eu ficasse, tínhamos ainda muitas coisas para ver, mais eu não podia de jeito nenhum, fiquei com o contacto dela e ela com o meu, nos despedimos, ela mim entregou uma carta toda escrita em Alemão, e disse que era para eu fazer a tradução e aproveitar para aprender a falar alemão para ir visita-la em Berlim. Ok, nos despedimos e fui embora com a cartinha dela para traduzir ao chegar em Lisboa.

Finalmente Roma. A cidade eterna com as suas setes colinas segundo o mito romano a cidade foi fundada a 753 a.c por Rómulo e Remo, 2 irmãos criado por uma loba que hoje é o símbolo da cidade.

 

 

No interior da cidade está o celebre Vaticano, um local de visitação obrigatória. Senti uma hospitalidade enorme ao chegar a estação, fui em direcção a um ponto de ónibus onde havia 4 italianas e fui armado em turista perguntar como podia fazer para chegar a famosa Fonte de Trevi, eu tinha o mapa e sabia como chegar mais queria sentir a atitude daquelas italianas, se seriam muito amáveis, e como foram. Quando mim dirigia em direcção a elas, uma delas antes de que eu falasse alguma coisa percebeu logo que eu queria uma informação e se antecipou com uma extrema e delicada atenção, as outras de imediato se envolveram na conversa e começaram a mim indicar o caminho mais rápido para lá chegar, embora haja uma grande semelhança no idioma português e italiano, são ambos proveniente do latim, eu não percebia quase nada e pelo que pressenti, elas gostavam de mim ouvir falar português, chegou um momento em que uma delas já tinha o mapa fechado debaixo do braço e continuava puxando conversa, fiquei apaixonado pelas italianas a partir desse momento. Mas precisava ir, e fui embora.

Uma coisa curiosa que ocorreu quando estava fora da estação é que via homens passeando de mão dadas, e pensei, será que há aqui um encontro gay ou coisa parecida, mais depois de observar com mais atenção, cheguei a conclusão que se tratava de povos oriundo de países árabes, não sei se Irão, Iraque, Tunísia, o que sei é que compreendi que nos países deles era natural homens andarem de mão dadas, esse povo é mesmo maluco pensei eu, por um lado vivem explodindo bombas em nome de Alá, e por outro andam de mãozinhas dadas feitos namorados.

Como havia dito antes, os italianos são pessoas bastante alegres e com boa disposição, quanto a cidade mim fez lembrar um pouco algumas rua de Madrid.

Finalmente chego a famosa Fontana de travi que tem cerca de 26 metros de altura e 20 de largura, era uma fantástica construção barroca italiana.

 

Roma. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

Roma. A história de um imigrante brasileiro na Europa.

 

Estava cheia de turistas e era possível ver dentro da fonte uma enorme quantidade de moedas que as pessoas atiravam após fazer um pedido e dizia a historia que os nossos pedidos seriam concretizados. Não acredito muito nessas tretas mais não custa nada tentar, e lá se foi uma moeda para a fontana. Por falar em moeda, uma coisa interessante que descobrir foi quando fui trocar escudos por liras, pois é, naquela altura não existia o euro como havia dito antes, e quando fui troca os escudos lembro-me de receber em valores uma quantia extremamente alta, ou seja, a cada 1000 escudos recebia uma média de 12 mil liras e depois de trocar várias notas fiquei surpreso com as milhares de liras que tinha recebido, mais todas essas liras eram muito ilusória pois afinal não valia nada, por exemplo uma simples refeição deixava lá 30.000 liras. Toda essa diferença era pelo fato da Itália nunca ter reduzido ou pelo menos a muito tempo não havia reduzido a quantidade de zeros da moeda nacional por isso eram tantos milhares de liras para poucos escudos, mais na prática a lira era mais forte.

 

 

Deixei a Fontana de Trevi e segue em direcção ao famoso Coliseu Romano.

Magnifica aquela vista, uma vista que já tinha visto por várias vezes em livros e revistas e na televisão e não pensei que tão cedo mim encontrasse enfrente a ela, uma excelente sensação.

O coliseu foi construído durante o império romano entre os anos 70 a 80 da nossa era durante os governos dos imperadores Vespasiano e Domiciano. Este anfiteatro era utilizado como palco de lutas de gladiadores, espetáculos com feras e muita violência. Tinha a capacidade de receber até 90 mil pessoas, na sua construção foram usados mármore ladrilhos, tufo e pedra travertina.   Foi danificado por um terremoto no começo do século V e restauro foi realizado posteriormente. No século XIII, foi usado como fortaleza militar. Entre os séculos XV e XVI foi alvo de saqueadores, que levaram boa parte dos materiais valiosos da construção. Em 2007, foi eleito como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.

Mais ao lado estava o Fórum romano, magnificas ruínas do que era  a principal zona comercial da Roma imperial e bem próximo O Monte Palatino é uma das sete colinas de Roma. Tem 70 m de altura e nas suas encostas foram construídos, de um lado, o Fórum Romano.

Fiquei algum tempo naquela área tirando algumas fotografias até que comecei a ouvir o meu estômago alertando-me quanto ao fato de está com fome, e fui a procura de um restaurante para almoçar.

Entrei em um restaurante e que não podia deixar de ser o almoço foi Pizza, e realmente estava muito boa, durante a minha estadia em Roma era o que eu comia todos os dias, só variava no conteúdo da pizza.

 

Passei o dia inteiro passeando e conhecendo vários locais e várias grandes praças entre ela recordo-me da Piazza de Popolo. A Piazza del Popolo (Praça do Povo) é uma das praças mais conhecidas de Roma. Trata-se de um imenso espaço oval, presidido por um grande obelisco egípcio no centro. Esse obelisco, de 24 metros de altura, está dedicado a Ramses II e em 1589 foi levado do Circo Massimo (onde esteve desde o ano 10 a.C.)

A praça que mais gostei foi a piazza Navona, era tipo a Monmartre em Paris, a praça dos artistas, é fantástico como todas as grandes cidades europeias apoiam e dão aos artistas hipótese de desenvolver o seus trabalho e venderem nas ruas de forma digna e respeitada e enquanto em Lisboa vivemos fugindo da policia que recebe ordens dos responsáveis pela cidade de reprimir as manifestações artísticas como se tratasse de uma atividade marginal, que mim desculpem os portugueses mais como pode um país ser tão atrasado.

 

 

Alguns devem se questionar, então porque não fica nesses países já que apoiam tanto assim as arte? E respondo pelo simples fato do inverno severo que existe nesses países,  não possibilita trabalharmos todo o ano na rua, e sim só durante o verão, é por isso que Portugal tornasse um local escolhido só derivado a sua posição geográfica possibilitando a hipótese de um artista trabalhar o ano inteiro,  só que em compensação temos que lidar com essas características culturais que acabei de citar.

Bem, já é noite e vou procurar uma pensão para passar a noite, estava em uma área chamada Via Ottaviano onde encontrei uma pensão e acabei por alugar um quarto. A sra dona dessa pensão era extremamente simpática comigo e mim fez sentir bem a vontade.

Pela manhã ao acordar o objectivo era conhecer o Vaticano seria a ultima visita e fiquei surpreso quando dei conta que estava hospedado exatamente atrás do Vaticano, ou seja, a poucos metros. Então paguei a pensão e a senhora nem se quer aceitou todo o dinheiro devido, mim fez um bom desconto, agradeci e fui embora. Em toda a minha vida pela Europa nunca havia acontecido uma situação como essa, foi mesmo surpreendente a atitude daquela senhora, foi muito espontânea e eu nem se quer imaginava essa possibilidade. Fiquei com uma excelente impressão do povo italiano e principalmente das mulheres que eram sempre simpáticas e atenciosa, se Portugal fosse assim seria um paraliso na face da terra, mais infelizmente nem tudo pode ser perfeito.

 

Depois de andar alguns metros chego ao Vaticano. Logo ao chegar fiquei decepcionado pela demonstração capitalista logo na entrada, como era verão havia muitas pessoas que estavam a vontade, de short ou bermuda, vestida a verão, e o que ocorria logo na entrada é que eles alugavam uma espécie de batina para que as pessoas pudesse visitar a parte interna do Vaticano que caso contrário não seria possível. Ok, cheguei a conclusão que assim como em Fátima Portugal, ali seria mais um local de exploração da fé humana. Já que era proibida a entrada com trajes de verão,  seria mais fácil e simples divulgarem essa proibição principalmente nos livros turísticos, do que criar uma forma de negócio diante dessa situação.

Bem a minha visita ao Vaticano mim fez conhecer objectos e luxos que nunca tinha visto, o incrível é que a igreja representa de uma certa forma a humildade e adoração a Deus, e eu nunca tinha visto castiçais em ouro, objectos valiosos e tudo que pode representar a ostentação humana, que em muitos casos teve origem  na exploração, roubo e trabalho escravo,  sem falar na própria historia da igreja no seu período podre da inquisição que levou muita gente inocente a serem queimadas vivas nas fogueiras.

 

 

Bem vocês devem ter percebido a minha forte decepção nessa instituição, sem levar em conta os vários escândalos de pedofilia por parte dos padres e funcionários da igreja, mim entristece ver pessoas sendo exploradas pela a sua fé. Fé essa que acompanha o ser humano desde a época em que vivíamos em cavernas, a necessidade humana em querer encontrar uma resposta para a sua existência solitária, acaba por leva-las a um mundo de ilusões e fantasias  resultando no aparecimento de religiões e instituições como essas.

Nos interrogamos que se não fosse a religião como seria a vida no planeta, será que seria um caos, que as pessoas sem se sentir ameaçadas pelo castigo divino fossem levar uma vida desprovida de moral e dignidade? Ou será que teríamos um mundo melhor, sem explorações e guerras? Uma coisa eu sei, não acredito em religiões, nem em santos e nem nessa palhaçada toda, mais nem por isso sou uma pessoa desonesta e sem moral, muito pelo contrário, acredito que a dignidade humana o respeito ao próximo e uma vida honesta e correta são os ingredientes indispensáveis na vida do ser humano ao encontro da sua felicidade.

Acho que o ser humano na sua essência é um animal racional com qualidades positivas inseridas no seu DNA pela natureza, e que actos reprováveis, desumanos, selvagens, são  geneticamente punidos no seu interior quer de uma forma ou de outra. Talvez seja uma teoria estúpida e tão fantasiosa quanto as religiões, mais acho que seria bem mais aceitável esse tipo de filosofia se nos baseássemos nas experiências das pessoas que nos rodeiam, nos seus estados de espírito derivado as suas formas de vida, honestas e desonestas, morais ou imorais, sempre acabamos por colher os frutos resultado do nosso meio de vida e da nossa forma de viver. já estou mim esticando demais, não sou politico e nem mim interessa querer ensinar como as pessoas  devem se comportar,  portanto é melhor eu ir apanhar o comboio e voltar para Portugal. Lisboa tô chegando.

 

Lisboa